• Varizes
    Veias superficiais anormais, dilatadas, cilíndricas, tortuosas e alongadas,
    com alteração da circulação venosa, geralmente nas pernas.
    Mais comum nos idosos, podendo ocorrer em todas as idades. Mais comum nas mulheres.
  • Trombose Venosa Profunda
    A TVP é a formação de um coágulo sanguíneo localizado em qualquer veia do corpo,
    sendo mais frequente nas pernas.
    Mais comum a partir dos 40 anos. Um pouco mais em mulheres.
  • Acidente Vascular Cerebral - AVC
    É a segunda causa de morte no mundo
    Também chamado de derrame, ocorre quando há o intupimento (AVC isquêmico)
    ou rompimento (AVC hemorrágico) de um vaso que leva sangue ao cérebro.
    Mais comum a partir dos 60 anos. Mais comum entre os homens.
    Nas mulheres fumantes e hipertensas, o uso de anticoncepcionais pode aumentar a ocorrência.
  • Aneurismas
    Dilatação anormal da parede de uma artéria, que pode provocar rompimento ou gerar coágulo.
    O aneurisma mais comum ocorre na aorta (maior artéria do corpo) principalmente na parte abdominal (abaixo dos rins).
    Mais comum a partir dos 60 anos. Mais comum entre os homens.
  • Doença Arterial Obstrutiva Periférica
    É a principal causa de morte no mundo ocidental.
    A DAOP é caracterizada pela dificuldade de passagem do sangue devido às placas de gordura, cálcio e outros elementos depositados na parede das artérias.
    Mais comum a entre os 50 e 70 anos. Mais comum entre os homens.
  • Pé diabético
    Uma das complicações da diabetes mal controlada, que provoca a perda da sensibilidade nos pés.
    Ocorre quando uma área machucada dos pés desenvolve uma úlcera (ferida), de difícil cicatrização.
    Mais comum a partir dos 60 anos, quando atinge metade dos portadores de diabetes.


Sobre

Dra. Luana Parminondi Rocha.

Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Paraná.

Residência Médica em Cirurgia Geral pelo Hospital Angelina Caron.

Residência Médica em Cirurgia Vascular pelo Hospital Angelina Caron.

Título de Especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Título de Especialista em Ecografia Vascular com Doppler pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e Colégio Brasileiro de Radiologia.

Título de Especialista em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular.

Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Dra. Luana

Doenças Vasculares

Varizes

As varizes são veias superficiais anormais, dilatadas, cilíndricas ou saculares, tortuosas e alongadas, caracterizando uma alteração funcional da circulação venosa do organismo, com maior incidência no sexo feminino.

As principais queixas clínicas dos pacientes são: dor tipo "queimação" ou "cansaço", sensação das pernas estarem pesadas ou ardendo, edema (inchaço) das pernas, principalmente ao redor do tornozelo, que, freqüentemente, melhoram com a elevação dos membros inferiores e agravam-se no fim do dia, quando se permanece por longo tempo em pé ou sentado, no calor, nos períodos próximo ou durante a menstruação e também durante a gravidez.

Não existe nenhuma relação estabelecida entre a formação de varizes e depilação ou uso de salto alto, assim como não há influência com relação a carregar peso. Subir escada pode ser considerado até um exercício físico, portanto, ajuda a incrementar o retorno venoso.

A ginástica, desde que recomendada pelo médico e acompanhada por professores de educação física, não só não provoca varizes como também é bastante aconselhável para evitá-las. Quanto à musculação, desde que não seja exagerada, não tem contra-indicação.

Dicas úteis para evitar varizes:

• Evitar ganhos exacerbados de peso. EMAGREÇA!!!

• Dieta rica em fibras para evitar a constipação intestinal.

• Procurar não permanecer muito tempo parado em pé ou sentado.

• Não usar cintas abdominais apertadas.

• Realizar caminhadas e/ou exercícios físicos com supervisão médica.

• NÃO FUMAR!!!

• Utilizar sistematicamente meias elásticas, principalmente durante a gravidez.

• Evitar hormônios anticoncepcionais.

• Consulte regularmente seu angiologista/cirurgião vascular!

O tratamento específico das varizes depende, fundamentalmente, da veia a ser tratada. Aqueles cordões varicosos, salientes e visíveis, que elevam a pele, e aquelas pequenas veias de trajeto tortuoso ou retilíneo são de tratamento cirúrgico; já as telangiectasias ou aranhas vasculares devem ser tratadas pela escleroterapia (injeção de uma solução esclerosante dentro destes vasos).

As veias que são retiradas, por estarem doentes, não colaboram para a circulação; ao contrário, sua retirada causa melhoria na drenagem venosa dos membros inferiores, aliviando sintomas e prevenindo as implicações da evolução da doença.

Naqueles pacientes que não querem ou não podem fazer nenhum dos tipos de tratamento citados, pode ser empregado o tratamento clínico com medicamentos, elevação dos membros inferiores e, fundamentalmente, o uso de meia elástica.

Trombose Venosa Profunda

A Trombose Venosa Profunda (TVP), conhecida como flebite ou tromboflebite profunda, é a doença causada pela coagulação do sangue no interior das veias - vasos sangüíneos que levam o sangue de volta ao coração - em um local ou momento não adequados (devemos lembrar que a coagulação é um mecanismo de defesa do organismo). As veias mais comumente acometidas são as dos membros inferiores (cerca de 90% dos casos). Os sintomas mais comuns são a inchação e a dor.

É uma patologia mais freqüente em pessoas portadoras de certas condições predisponentes - uso de anticoncepcionais ou tratamento hormonal, tabagismo, presença de varizes, pacientes com insuficiência cardíaca, tumores malignos, obesidade ou a história prévia de trombose venosa.

Outras situações são importantes no desencadeamento da trombose: cirurgias de médio e grande portes, infecções graves, traumatismo, a fase final da gestação e o puerpério (pós-parto) e qualquer outra situação que obrigue a uma imobilização prolongada (paralisias, infarto agudo do miocárdio, viagens aéreas longas, etc). Entre as condições predisponentes é importante citar ainda a idade avançada e os pacientes com anormalidade genética do sistema de coagulação.

A TVP pode ser de extrema gravidade na fase aguda, causando embolias pulmonares muitas vezes fatais (embolia pulmonar é causada pela fragmentação dos coágulos e a migração destes até os pulmões, entupindo as artérias pulmonares e gerando graves problemas cardíacos e pulmonares).

Na fase crônica, após dois a quatro anos, os principais problemas são causados pela inflamação da parede das veias que, ao cicatrizarem, podem levar a um funcionamento deficiente destes vasos sangüíneos.

O conjunto das lesões (pigmentação escura da pele, grandes varizes, inchação das pernas, eczemas e úlceras de perna) é chamado de síndrome pós-flebítica. Esta complicação leva a imensos problemas socio-econômicos por ser de tratamento caro, prolongado e extremamente penoso em suas repercussões sociais.

A TVP é, muitas vezes, assintomática. O diagnóstico clínico é difícil. O exame mais utilizado para o diagnóstico da TVP é o Eco Color Doppler.

O tratamento é feito com substâncias anticoagulantes (impedem a formação do trombo e a evolução da trombose) ou fibrinolíticos (destroem o trombo). Mais modernamente, e em situações selecionadas, o tratamento da TVP pode ser feito na própria residência do paciente, usando-se as heparinas de baixo peso molecular.

Pé Diabético

O que é o Pé Diabético?

O nível elevado de açúcar no sangue pode afetar nervos e a circulação sanguínea das pernas. A lesão dos nervos pode causar formigamentos, agulhadas, queimação e até insensibilidade dos pés. Desta forma, o diabético não sente as lesões e estas pioram e podem se infectar, o que pode levar a amputação de pés e pernas.

Principais sintomas:

Os principais são dores nas pernas, principalmente com exercícios, feridas que não curam, pés inchados, azulados e ressecados.

Cuidados:

• É preciso examinar diariamente os pés e ter cuidados com bolhas, rachaduras e ressecamentos.

• Evite colocar os pés de molho, pois eles poderão rachar ou ressecar.

• Nunca ande descalço, mesmo em casa

• Não tente remover calos ou verrugas com curiosos e pedicures sem treinamento.

• Use diariamente uma loção ou creme hidratante nos pés. Retire o excesso e não use cremes entre os dedos.

Diagnóstico:

Peça para seu médico examinar seus pés em todas as consultas.

Consequência do problema:

A diabetes pode levar a amputação dos pés ou pernas.

Estenose de artéria carótida

A insuficiência vascular cerebral é a terceira causa de óbito da população e a segunda causa de óbito entre as doenças cardiovasculares.

As artérias carótidas, juntamente com as artérias vertebrais, localizadas no pescoço, fornecem o fluxo sangüíneo para o cérebro. A obstrução dessas artérias causará o acidente vascular cerebral, cujo quadro clínico dependerá da localização da isquemia e do tempo de duração, podendo se manifestar com perturbações visuais, paralisias transitórias e desmaios na evolução crônica ou o derrame (acidente vascular encefálico) na evolução aguda.

Quando estes sintomas são descobertos, devem ter suas causas identificadas o mais rápido possível para iniciar o tratamento. Para isto, o médico dispõe de vários métodos, como o Eco Color Doppler, a tomografia, a ressonância magnética, a arteriografia, etc.

O tratamento poderá ser clínico ou cirúrgico, na dependência do grau de oclusão das artérias e intensidade do quadro clínico. Igualmente à arteriosclerose, a melhor conduta é a prevenção, buscando a orientação de um especialista.

Erisipela e Linfedema

O que é linfedema?

O sistema linfático desempenha diversas ações na homeostase tecidual e uma disfunção em um determinado segmento corpóreo não só acarreta um edema (inchaço) localizado, mas também alterações histológicas teciduais com transformação para fibrose, aumento das células de gordura e diminuição da imunidade do local afetado.

Linfedema é uma doença crônica que se manifesta pelo acúmulo de líquido intersticial e alterações teciduais ocasionados por uma insuficiência da circulação linfática. O edema resultante apresenta características próprias que o diferencia daqueles decorrentes de outras manifestações clínicas.

Ocorre um aumento progressivo do volume do membro com linfedema por acúmulo de líquido e proteínas no tecido subcutâneo, ou seja, aquele localizado abaixo da pele, e uma alteração gradativa no padrão histológico com importantes repercussões funcionais e estéticas, e que alteram a qualidade de vida dos portadores de linfedema.

Como consequência da diminuição da imunidade local, secundária a uma disfunção da circulação linfática, o membro com linfedema pode desenvolver infecções bacterianas frequentes conhecidas com erisipelas. O processo inflamatório, ocasionado pelas infecções, piora o linfedema e agrava a fibrose tecidual o que aumenta o volume e o peso do membro e limita ainda mais suas funções.

É fundamental o diagnóstico na fase mais inicial do linfedema, pois o tratamento e a orientação adequada podem evitar a progressão do linfedema para as formas avançadas.

O sistema linfático desempenha diversas ações na homeostase tecidual e uma disfunção em um determinado segmento corpóreo não só acarreta um edema (inchaço) localizado, mas também alterações histológicas teciduais com transformação para fibrose, aumento das células de gordura e diminuição da imunidade do local afetado.

Linfedema é uma doença crônica que se manifesta pelo acúmulo de líquido intersticial e alterações teciduais ocasionados por uma insuficiência da circulação linfática. O edema resultante apresenta características próprias que o diferencia daqueles decorrentes de outras manifestações clínicas.

Ocorre um aumento progressivo do volume do membro com linfedema por acúmulo de líquido e proteínas no tecido subcutâneo, ou seja, aquele localizado abaixo da pele, e uma alteração gradativa no padrão histológico com importantes repercussões funcionais e estéticas, e que alteram a qualidade de vida dos portadores de linfedema.

Como consequência da diminuição da imunidade local, secundária a uma disfunção da circulação linfática, o membro com linfedema pode desenvolver infecções bacterianas frequentes conhecidas com erisipelas. O processo inflamatório, ocasionado pelas infecções, piora o linfedema e agrava a fibrose tecidual o que aumenta o volume e o peso do membro e limita ainda mais suas funções.

É fundamental o diagnóstico na fase mais inicial do linfedema, pois o tratamento e a orientação adequada podem evitar a progressão do linfedema para as formas avançadas.

Dra. Luana Parminondi Rocha

CRM PR 25890 - CRM SP 166638

Especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.


Exames de diagnóstico

Ecodoppler arterial e venoso

Exames vasculares não invasivos (visão geral)

O desenvolvimento de métodos diagnósticos não invasivos têm permitido o avanço no tratamento de doenças vasculares de forma cada vez mais precisa.

Tanto as artérias (vasos que levam o sangue rico em oxigênio do coração para o corpo), quanto as veias (vasos que levam o sangue utilizado pelo corpo de volta ao coração) devem ser avaliadas. Os exames de imagem, permitem avaliar a qualidade dos vasos e do fluxo sanguíneo que por eles percorre.

Ecodoppler vascular

Exame que utiliza a técnica de ultrassom (que obtém imagens) aliado ao Doppler (que verifica as características do fluxo sanguíneo) realizado no pescoço para avaliar as artérias carótidas e vertebrais responsáveis pelo suprimento de sangue ao cérebro.

O Ecodoppler Vascular permite avaliar se existem placas de gordura, alterações de trajeto ou má-formações, contribuindo para a avaliação de risco cardiovascular.

Fotopletismografia

Pletismografia venosa de membros é um exame vascular, não invasivo, que auxilia na detecção da insuficiência venosa e falha na bomba periférica (bomba muscular da panturrilha). Apresenta dados muito úteis e que não se consegue com outros exames como a ecografia vascular ( ecodoppler).

Quais as indicações para realizar a Pletismografia ?

✓ Sensação de cansaço ou peso nas pernas;

✓ Medição da função venosa ou seja quantificar a potência da bomba venosa ( bomba muscular da panturrilha);

✓ Diferenciação entre estados venosos saudáveis e patológicos;

✓ Determinação do grau de insuficiência venosa;

✓ O diagnóstico rápido da função venosa em doentes de alto risco (gestantes e acamados);

✓ Capacidade de avaliar a progressão da patologia venosa;

✓ Avaliação da dor na perna de origem incerta;

✓ Avaliação da necessidade de cirurgia ou outra intervenção médica;

✓ Avaliação dos resultados terapêuticos após tratamento cirúrgico de varizes, flebectomia ambulatorial ou escleroterapia.

Ecodoppler de carótidas e vertebrais

Ecodoppler vascular

Exame que utiliza a técnica de ultrassom (que obtém imagens) aliado ao Doppler (que verifica as características do fluxo sanguíneo) realizado no pescoço para avaliar as artérias carótidas e vertebrais responsáveis pelo suprimento de sangue ao cérebro.

O Ecodoppler Vascular permite avaliar se existem placas de gordura, alterações de trajeto ou má-formações, contribuindo para a avaliação de risco cardiovascular.

Tratamentos

Estética Avançada

Com o objetivo de tornar os procedimentos menos invasivos, mais seguros, com melhor recuperação e melhor resultado estético a Vessel dispõe de diferentes opções de técnicas e dos aparelhos necessários para realizar os procedimentos que melhor se adequam a cada paciente.

Muitas microvarizes que antigamente eram tratadas por microcirurgia, hoje podem ser tratadas por procedimentos menos invasivos e que não exigem repouso.

Até mesmo os casos que necessitam de cirurgia com tratamento de safenas, apresentam uma recuperação mais rápida quando é utilizado o laser endovenoso.

Estas são as principais atividades realizadas pela clínica Vessel para tratamento das varizes e varicoses.

Escleroterapia

Este método consiste na injeção de um líquido, chamado esclerosante, dentro da veia com uma agulha fina. Este procedimento pode ser feito com diferentes tipos de esclerosantes. Algumas veias podem não desaparecer totalmente apenas com este método. Por isso dispomos de outras formas para tornar o tratamento mais eficaz e muitas vezes podendo evitar um procedimento cirúrgico.

Laser Transdérmico associado a Escleroterapia

Este procedimento pode ser realizado para microvarizes e varicoses de diferentes regiões do corpo, sendo mais comum nas pernas e face. Utilizamos um aparelho de realidade aumentada (veinviewer) para ajudar na identificação de pequenas veias nutridoras que muitas vezes contribuem para o aparecimento das varicoses. É utilizado também um aparelho resfriador de pele que emite um ar gelado, dessa forma aliviando a dor e protegendo a pele.

Crioescleroterapia

Neste tipo de tratamento o líquido esclerosante é resfriado a -40 graus em um aparelho específico para isto. Desta forma, o líquido tem além da sua ação esclerosante, uma ação térmica, se tornando um tratamento mais potente para determinados tipos de veias.

Aplicação de Espuma

Consiste em realizar uma mistura de pequena quantidade de líquido e pequeno volume de ar. Após esses componentes serem agitados forma-se a espuma. A aplicação de espuma pode ser utilizada para tratamento de varizes calibrosas, guiado por um aparelho de ultrasson e também para tratamento de determinados tipos de microvarizes e varicoses.

Laser Endovenoso

É uma forma de tratamento minimamente invasivo, utilizado para tratar veias maiores, como as safenas e algumas varizes que se comunicam com as safenas. Através de uma pequena incisão na pele, uma fibra de laser é introduzida dentro da veia insuficiente (veia doente), guiado por um aparelho de ultrasson. É disparado uma energia térmica na parede da veia causando uma oclusão irreversível da veia doente. Com esta técnica a recuperação da cirurgia é bem mais rápida, já que evolui com menos hematomas, menos lesão de vasos linfáticos e leve desconforto no trajeto da veia.

Cirurgia de varizes - laser endovenoso

Cirurgia de varizes a laser

É realizado através da introdução de uma fibra fina na veia danificada através de uma punção ou pequena incisão (corte) na perna. O laser é emitido através da fibra, que é puxada através da veia oferecendo a quantidade certa de energia. O tecido alvo reage com a energia da luz, fazendo com que a veia seja fechada e o sangue é automaticamente encaminhado para outras veias saudáveis.

O procedimento é minimamente invasivo e não requer anestesia geral. Pode ser feito em procedimentos selecionados com anestesia local ou regional (raqui e/ou peridural). Os pacientes são encorajados a andar após a recuperação anestésica e retomam as suas atividades normais mais precocemente que na cirurgia convencional de retirada da veia safena (Safenectomia).

Dúvidas relativas a cirurgia de varizes a Laser

O que é o refluxo venoso superficial ?

Refluxo venoso superficial é uma condição que se desenvolve quando as válvulas que normalmente mantém o retorno venoso tornam-se danificados ou doentes. Isso faz com que o sangue se acumule nas pernas. Os sintomas mais comuns de refluxo venoso superficial incluem dor, inchaço, sensação de peso nas pernas e fadiga, bem como as varizes em suas pernas.

Como o Laser Endovenoso atua na cirurgia de varizes ?

A cirurgia de varizes a laser é uma cirurgia minimanente invasiva, para o tratamento do refluxo venoso superficial. Um cateter fino é introduzido na veia através de punção ou de uma pequena incisão (abertura). O cateter proporciona energia para a parede da veia, fazendo com que o calor ocasione o seu colapso e fechamento.

Como é feito o tratamento para o refluxo venoso superficial ?

Uma vez que as válvulas doentes não podem ser reparados, a única alternativa é redirecionar o fluxo sangüíneo através das veias saudáveis.

Tradicionalmente (cirurgia de varizes convencional), isto tem sido feito através da remoção cirúrgica (Safenectomia) da veia problemática de sua perna. A cirurgia de varizes a laser, proporciona uma alternativa menos invasiva à cirurgia tradicional simplesmente fechando a veia com problema. Uma vez que a veia doente é fechada, outras veias saudáveis assumem a função de esvaziamento de sangue de suas pernas.

O que diferencia a cirurgia de varizes a Laser da cirurgia de varizes convencional (retirada da Safena - Safenectomia) ?

Durante um procedimento de Safenectomia (cirurgia de varizes convencional), o cirurgião faz uma incisão (corte) na virilha e no tornozelo ou joelho e utilizando um intrumental cirúrgico conhecido como fleboextrator puxa e retira a veia de sua perna.

Na cirurgia de varizes a Laser Endovenoso, não há necessidade de cirurgia na virilha. Em vez disso, a veia permanece no local e é fechada através da utilização de um cateter especial inserido através de uma pequena punção e/ou microincisão. Isto pode eliminar os hematomas e dor, muitas vezes associada a safenectomia (geralmente resultante da ruptura de veias colaterais e perfurantes enquanto a veia safena é puxada).

A cirurgia de varizes com Laser Endovenoso é dolorosa ?

Você receberá uma anestesia local ou regional (raqui ou peridural) para anestesiar a área de tratamento.

Quando posso retornar às atividades normais ?

Muitos pacientes podem retomar suas atividades normais mais rápidamente do que se tivesse sido submetido a cirurgia convencional. O tempo para o retorno depende também dos procedimentos realizados conjuntamente (retirada de ramos varicosos colaterais, veias perfurantes etc).

Quando vou sentir melhora dos meus sintomas ?

A maioria dos pacientes relatam uma melhora notável em seus sintomas dentro de 1-2 semanas após o procedimento.

Existem riscos potenciais e/ou complicações associadas ao procedimento de Laser Endovenoso ?

Como acontece com qualquer intervenção médica, potenciais riscos e complicações também existem com o procedimento de Laser Endovenoso. Todos os pacientes devem consultar seus médicos para determinar as suas condições de apresentar quaisquer riscos específicos. Seu médico irá analisar as possíveis complicações do procedimento na consulta. Complicações potenciais podem incluir: a perfuração do vaso, trombose, embolia pulmonar, flebite, hematoma, infecção, parestesia (dormência ou formiguamento) e queimadura da pele.

O que acontece com a veia tratada deixado para trás na perna ?

A veia torna-se simplesmente tecido fibroso após o tratamento. Ao longo do tempo, a veia vai gradualmente sendo incorporada em tecido circundante.

Espuma ecoguiada para tratamento de varizes

Uma agulha é introduzida na veia comprometida guiada por imagens de ecografia vascular e realizamos a injeção da espuma esclerosante (combinação de um liquido esclerosante denominado Polidocanol e ar ambiente) ocasionando obliteração do lúmen da veia e oclusão da mesma. Se alguma veia não é completamente tratada, injeções adicionais podem ser dadas em sessões posteriores. Evidências atuais sobre a espuma ecoguiada para varizes sugere que o método é eficaz no curto e médio prazos. Estudos têm demonstrado que o tratamento é bem sucedido em cerca de 67-94% de pacientes depois de 3 meses a 10 anos de seguimento.

Doença arterial obstrutiva periférica

Na Cirurgia Vascular também são realizados procedimentos cirúrgicos de membros inferiores, que compreendem em sua maior parte o tratamento da Doença Arterial Obstrutiva Periférica. Esta doença é causada pela Aterosclerose, na qual placas de gordura e de cálcio entopem as artérias, que são os vasos que levam o sangue do coração para as pernas e pés. A doença possui diversas apresentações clínicas, que vão desde dor nas pernas para correr ou caminhar, até casos mais graves com feridas, úlceras, ou necrose das extremidades.

Os fatores de risco da doença são principalmente diabetes e tabagismo, mas também hipertensão arterial, aumento do colesterol e tendência genética. O tratamento pode ser com medicações, procedimentos endovasculares ou cirurgias abertas.

Com o avanço da doença, tornam-se necessários procedimentos de revascularização dos membros, as famosas “pontes de safena”, para levar o sangue até as pernas e pés, ultrapassando assim os pontos de lesão. Apesar do nome, tais pontes podem ser realizadas com veias (safenas) ou próteses. Os tipos de pontes são os mais diversos, de acordo com a necessidade do paciente.

Desta maneira, o paciente pode ter suas feridas cicatrizadas ou a dor para caminhar diminuída, proporcionando melhor qualidade de vida.

Em menor escala, são realizadas ainda as cirurgias para correção de aneurismas arteriais de membros inferiores (dilatações das artérias) ou de síndromes musculares compressivas.


Convênios

*Consulte restrições de atendimento.


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